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Vida Saudável
Queloide tem tratamento!
Thinkstock/ Getty Images
Algumas pessoas, após uma cirurgia, inflamação ou um corte na pele, percebem que a cicatrização não se completa, formando uma cicatriz em alto relevo, dura, normalmente em tom rosa, que às vezes coça e até doi. Este é o famoso queloide.
Trata-se de uma marca que ultrapassa os limites da pele e pode acontecer em qualquer pessoa e em qualquer região do corpo. No entanto, algumas áreas têm mais chances que outras, como o lóbulo da orelha, ombros, peito e no tronco, enquanto que nas mãos, pés, axilas ou couro cabeludo quase nunca se vê. “O queloide depende muito das características da pele. Uma pessoa pode desenvolvê-lo em uma parte do corpo e em outra não. Depende de fatores como espessura, pigmentação, quantidade de colágeno ou presença ou não de glândulas e pelos”, explica a dermatologista membro das Sociedades Brasileira de Dermatologia e Cirurgia Dermatológica, Carmélia Reis.
Não há como saber se você corre o risco de ter um queloide. Mas, como muitas vezes o problema é genético, deve-se avisar o médico - caso você tenha que passar por uma cirurgia - se já teve algum episódio na família. Assim, ele poderá iniciar um trabalho de contenção logo após o processo. Veja alguns dos tratamentos de prevenção e eliminação mais eficazes atualmente. Lembre-se que é sempre o médico quem vai escolher o mais indicado para seu caso!
Laser
Quando utilizado após uma cirurgia, inibe o desenvolvimento do queloide, uma vez que desestimula a produção do colágeno naquela região. A energia emitida pela luz do laser é absorvida pela hemoglobina do sangue, e o calor gerado necrosa a coagulação.
Placas de silicone
Aplica-se corticoide injetável no local da cicatriz e, em seguida, é feita uma compressão com as placas, que elevam a temperatura local. Esse tratamento pode ser escolhido tanto para regredir um queloide, quanto para inativá-lo.
Radioterapia superficial
A indicação deste tratamento é para pós-cirurgia, quando ocorre uma multiplicação maior das células de colágeno, a fim de reestruturar a pele danificada. As doses aplicadas são baixas e fracionadas.
Betaterapia
A radiação emitida neste processo tem pouca penetração no tecido da pele, ideal para queloides pouco desenvolvidos. Ela destroi o material genético das células que se replicam e é indicado como terapia complementar após uma cirurgia de remoção do queloide.
